O dia amanhece por principio,
lá fora caminha com as horas
por sobre folhas, rente aos muros,
pousa na pele, invade frestas,
debulhando noites para ser oficio.
Aquela nota de tristeza cristalina,
mi menor servida como pão à mesa,
de repente desperta, de repente lúcida,
escapa da boca e diz qualquer coisa
que se misture ainda com a rotina.
Em silencio vai modulando recitais
para única voz
que ressoa sempre e sempre entre luas e sóis.

